Relacionamentos fracionados: Analogias in-exatas em física, química e matemática.
Lidar com os próprios sentimentos requer maturidade. Uma pessoa madura, na verdade, não controla os próprios sentimentos reprimindo-os ou negando-os. A maturidade está em não reprimir os sentimentos e emoções, mas em direcioná-los, digeri-los, processá-los e expressá-los ou guardá-los, mediados pela razão, intuição e vontade. Você precisa ter o controle sobre a sua vida interior: isto é domínio próprio.
Somos o equilíbrio destas forças internas: emoção, vontade, intuição e razão. Se não houver equilíbrio, somos desequilibrados.
A maturidade consiste em trabalhar com todas estas forças internas de tal forma que elas se tornem em vasos comunicantes. Sabe aquele negócio que você aprendeu em física que mesmo que se encha ou se esvazie um dos vasos, eles sempre estarão em equilíbrio, pois estes vasos se intercomunicam e se equilibram? Pois é, assim devem se intercomunicar em nosso interior estas quatro dimensões vitais.
Ao lidar com os sentimentos, precisamos aprender a acolhê-los, senti-los e processá-los numa dinâmica na qual possamos aprender, reagir, digerir e depurar. Então, deixar fluir.
Sentimentos represados são a fonte de nossas frustrações, rixas e maldades. É um tesouro maldito, que escondemos em nosso interior e que nos contamina, influenciando todas as nossas ações.
A química destas forças vitais: emoção-sentimento, vontade, razão e intuição só se equaciona quando o “eu” está no comando, obedecendo voluntariamente a Deus.
Sentimentos não processados tiveram sua origem, mas não atingiram seu fim, ou melhor, sua finalidade. Por isso são sentimentos fracionados.
Nossa vontade cortada ao invés de processada, transforma-se em vontade dividida, partida, dizimada.
Uma racionalidade confusa transforma-se em esquizofrenia (do grego σχιζοφρενία; σχίζειν, "dividir"; e φρήν, "phren", "phrenés", no antigo grego, parte do corpo identificada por fazer a ligação entre o corpo e a alma). Pessoas assim não pessoas inteiras, são pessoas fracionadas e imaturas!
O que acontece quando duas pessoas se encontram e se relacionam, quer seja amizade, namoro ou casamento?
Se são pessoas inteiras e maduras, na amizade e no namoro se somam (1+1=2). No casamento se multiplicam (1x1= 1). Jesus nos lembra que a os dois se tornam uma só carne! De qualquer maneira, o relacionamento entre pessoas maduras e inteiras potencializa o encontro e as realizações.
Quando pessoas imaturas ou fracionadas se relacionam, o encontro se fraciona e, invariavelmente, o resultado final é menor e mais pobre ou complicado do que cada ser fracionado sozinho. Analogicamente, meias-pessoas quando amigas, subtraem-se uma a outra e não raro, se anulam ( 1/2 – 1/2 = 0). Quando namoram ou casam multiplicam-se fracionariamente (1/2 x 1/2 = 1/4 ).
Por isso, pessoas imaturas ou fracionadas fazem de seus relacionamentos algo muito pior do que estar sozinho. suas vidas se fracionam, se racionam (a soma das porções para cada um é sempre menor que o todo). Relacionamentos imaturos transformam-se em dízimas periódicas…
Quando Deus está no centro, ele é o catalisador de reações transformadoras do ser. Os elementos estão ali: sentimentos e emoções, percepções e intuições, racionalidades e vontades. Deus nos ajuda a processá-los e equacioná-los. Tornam-se reagentes que, na proporção exata, mudam sua natureza íntima, transformam-se em novos elementos.
Esta é a função do catalisador: é um elemento na reação química que cria condições, potencializa ou faz acontecer, sem se modificar na reação. Todos os elementos se transformam, menos o catalisador que sai da reação química sem ter mudado a sua natureza interior, assim Deus é!
Deus é o grande inteiro. É o grande "atrator" cósmico. A causa não causada. O catalisador. A unidade que transforma seres fracionados em seres inteiros.
Transforma relacionamentos fracionados e destruidores em relacionamentos “integrais e diferenciais”.
Os matemáticos, físicos e químicos que me perdoem, mas não resisti à tentação de usar ciências exatas de uma forma in-exata apenas para dizer que, na minha opinião, pessoas inteiras relacionam-se de forma integral enquanto que "pessoas pela metade" ou fracionadas, relacionam-se de forma fracionada, pela metade.
Conversas com Bia 2 – Jornada na Maré ou viajando na maionese da Linha Amarela.
Foi um domingo diferente. Ao invés de nos dirigirmos para a Catedral Presbiteriana do Rio tomamos o rumo da Barra da Tijuca e fomos à organização da Igreja das Américas. A Bia estava light, isto é, mesmo eu errando a entrada da Linha amarela e tendo que entrar na entrada de Ramos e voltar pela linha vermelha, passando duas vezes pela mesma entrada sem conseguir decifrar a incrível malha viária da Avenida Brasil, ela não surtou! A Bia detesta a Av. Brasil!
Neste trajeto de 45,4 km conversamos. O primeiro assunto foi light como o estado de ânimo da Bia: O incrível trânsito do Rio e seus incríveis motoristas, mas sobre isto falo em outro post.
Nossa discussão girava em torno do fenômeno dos blogs e twitters e facebooks, fotoblogs e orkuts que pululam na internet. Incluí na lista também os ?reality show?s. Logo a conversa ficou mais séria, cabeça. Considerávamos a possibilidade de eu editar um blog e os temas que eu gostaria de tratar nele. A possibilidade de escrever um blog ?redesperta? em mim um escritor enrustido, que ainda dorme, roncando desbragadamente em minha alma. Filosoficamente ponderei que escrever um blog é uma auto-exposição invasiva de intimidades privadas. Uma espécie de ?Big Brother? intelectual... Bia, de modo light, discordou veementemente. Contra-argumentei.
É incrível como a internet e a TV transformaram-se numa vitrine para auto-exposição. Talvez você se pergunte o que uma coisa tem a ver com a outra, mas a Bia e eu concordamos (não sem pouca discussão) que esta proliferação de sites de relacionamentos, blogs e páginas pessoais têm origem numa necessidade intrínseca do ser humano em relacionar-se. Esta necessidade o leva a se expor pelos meios e mídias que tem ao seu alcance. E a Internet está cada vez mais ao alcance.
A internet (e um pouco a TV) é o paraíso da virtualidade. Não somos realmente pessoa na internet ou na TV, tornamo-nos personagens de uma ?second life?. Talvez como compensação pela pobreza nos relacionamentos significativos que vivemos na pós-modernidade, a internet tornou-se um refúgio para solitários e idealistas que querem se comunicar (para pedófilos, tarados, voyers e exibicionistas também, infelizmente).
Eu explico: O jornalista que tem uma pauta a seguir e nem sempre pode dizer tudo o que pensa no veículo midiático em que trabalha tem a liberdade de expor suas opiniões no blog que publica. O escritor não publicado exercita sua verve literária e se expõe na internet para potenciais milhões de leitores possíveis. A menina que se acha bonita (e talvez o seja) coloca suas fotos no Orkut, expõe suas fantasias em sites de namoro e chats. Web-cam`s há por toda a rede também!
Qual a diferença daquele que concorre à oportunidade de se expor em um ?reality show? onde suas belezas naturais ou turbinadas serão mostradas em todos os ângulos possíveis e em alta definição do LCD? Bia não concordou que sejam iguais, pois, expor-se em um ?reality show?, não é o mesmo que se expor em um blog.
?É verdade, é muito mais chic!? retruquei.
Como eu estava inspirado naquele dia (talvez pela adrenalina de passar pelo Complexo da Maré procurando uma saída para a linha vermelha ou amarela, sei lá) obliterei que era o mesmo processo de escrever um livro ou artigo ou até uma dissertação de mestrado ou tese de doutorado: Uma manifestação de nosso desejo de fazer diferença no mundo: explicitar-se, expor-se, manifestar-se.
Meu argumento é que podem ser níveis diferentes de exposição que variam desde a conveniência à inconveniência, do bom gosto ao péssimo gosto, da irrelevância total à mais genial relevância; mas que no fundo, no fundo, mas bem no fundo mesmo são todas formas de exposição. Cheguei a citar Drummond de Andrade:
Não, meu coração não é maior que o mundo. É muito menor. Nele não cabem nem as minhas dores. Por isso gosto tanto de me contar. Por isso me dispo, por isso me grito, por isso freqüento os jornais, me exponho cruamente nas livrarias: preciso de todos.
Fazer poesia para ele é ?despir-se, expor-se cruamente nas livrarias?.
Quando vejo uma destas celebridades de Andy Warhol tentando prolongar seus 15 minutos de fama através de uma exposição ?sensual? ou alguma extravagância autopromotora, fico me perguntando que tipo de exposição é mais desnudante: do corpo, das idéias, das opiniões ou da alma?
Quando tinha 13 anos comecei a escrever poesia, pois alguma coisa dentro de mim queria se explicar. Aos 14, comecei a aprender violão, pois sonhava em compor músicas para minhas poesias. Aos 15 uni-me a um grupo de teatro e me apresentei em palco várias vezes, pois o teatro é a forma mais nobre de arte (acreditava nisso na época). Aos 16 botei uma roupa de hippie e sentava na praça fazendo artesanato... Dou graças a Deus que na minha época não tinham inventado ainda o Big Brother pós-moderno. (O Big Brother original, o moderno, era um tirano aterrorizante criado por George Orwell no livro ?1984?). Será que não me tornei um ?global? pela sorte de ter nascido muito antes dos ?reality show?s? Quem nunca sentiu o desejo de aparecer que atire a primeira pedra.
Acho que nesta altura eu exagerei.
Bia mudou de assunto e juntos, bolamos uma classificação dos motoristas cariocas conforme o adesivo colado em seus carros...(ainda vou escrever sobre isto)
Acho que nossas elucubrações foram longe de mais ou talvez ela tenha ficado com medo de me ver no próximo Big Brother Brasil. Eu por mim, não me importaria em assisti-la no próximo Brazil?s next top model.
Curiosidade
Curiosidade
Se quiser ter uma idéia do percurso onde ocorreu esta conversa, vá para o Google map e se você tiver o google earth, você poderá fingir que está em um helicóptero nos acompanhando no trajeto. basta clicar no link abaixo e a mágica virtual acontece. Não é bacana?
Eu e Bia conversamos muito! É bom estar casado com alguém com quem se consegue conversar. Foi assim muito antes até de pensarmos em sermos namorados e séculos antes de pensarmos em casar!
Nos conhecemos num princípio de noite em janeiro de 1983, quando os jovens da Igreja Filadélfia de Araraquara foram para um passeio na praia de Caraguatatuba, litoral norte de São Paulo. Eu fui convidado pelo pastor da Igreja, aliás pai da Bia e meu professor de Filosofia, para participar do "Acampamento" como seminarista e preletor.
Convém aqui um esclarecimento. Para os participantes daquele "retiro" aquilo era apenas um passeio na praia com amigos da mesma igreja. "Acampamento" ou "Retiro Espiritual" não era bem o que eles tinham em mente. Isso é coisa da cabeça de pastor e seminarista. Devem ter se surpreendido com a novidade de que um seminarista iria participar do evento. Fui para o "retiro" com uma porção de palestras, achando que falaria pela manhã aos jovens, que teríamos momentos de louvor e cânticos, e todo o estereoótipo eclesiástico com o qual estava acostumado. O que encontrei foi um grupo de amigos, que alugou uma casa na praia para curtir o que no interior é muito dificil de conseguir: uma praia! Ninguém me falou nada, nem me tratou mal, mas estava deslocado naquele ambiente descontraído de "casadepraiaalugadaporgrupodeamigosdointerior"
Os cariocas não sabem o que é viver longe da praia! Ir à praia para o carioca ou algum feliz morador de uma cidade litorânea é como fazer um passeio ao Shopping. Já para quem mora no interior, bem, é uma excursão, um evento, que só pode acontecer uma vez por ano, ou nem isso! Exige esforço, preparo, deslocamentos e parafernálias que vão desde roupa apropriada (bermudas, maiôs, etc) até baldes de areia e pazinhas para se construir castelos. É um sonho acalentado durante um ano inteiro. Não se inclui no kit um seminarista para fazer palestras na praia. Nada mais inapropriado!
Quando cheguei, a Bia e os seus amigos estavam na expectativa de que tipo de alienígena o pastor (pai da Bia) havia enviado para estragar a tão acalentada viagem da férias da tchurma! Eu era o alienígena.
Tentei fazer uma ou outra palestra, organizar um período de louvor, mas não havia piano na casa alugada para a Bia tocar os hinos do Hinário Evangélico, nem partitura (ela não tocava nem os corinhos dos Vencedores por Cristo) e para piorar a situação ninguém lembrou (graças a Deus!) de levar um violão no qual eu tocaria as duas únicas canções que eu sabia! Foi um fiasco ou quem sabe tenha sido o fracasso da liturgia eclesiástica que tenha sido o segredo do sucesso! Na falta de palestras e momentos organizados de culto público e solene tivemos que conversar. Foi aí que eu descobri duas coisas: Amizade e bate papo são ótimos para fazer amigos e discipulado (Jesus que o diga) e a alegria de conversar com a Bia.
Não que eu só conversasse com ela, pelo contrário, foi ali que conheci e me tornei amigo de pessoas que fizeram diferença em minha vida. Nem havia segundas intenções em nossa conversas, pois não estavamos interessados um no outro como possíveis namorados. Eu vinha de um relacionamento recém terminado e estava em um outro namoro recém começado. Tinha a firme convicção de que, como seminarista, não deveria misturar as coisas e me envolver emocionalmente com alguém de uma igreja com a qual estava prestes a começar a trabalhar. Havia elaborado um ética sentimental rígida quanto a relacionamentos em meu local de trabalho: a Igreja.
Se bem que estávamos na praia...
Mas mesmo assim, ela não estava interessada e nem eu, por enquanto. Levou cerca de 3 anos para descobririmos que nossas conversas, cartas (não havia e-mails naquela época, ainda bem) e telefonemas escondiam algo mais que nem nós sabíamos ainda.
Bem, comecei este post para contar de alguns assuntos que andei conversando com ela nestes últimos dias, mas não resisti à tentação de contar como tudo começou! Conto das conversas recentes em outro post, mas prá terminar esta reminiscência de 26 anos atrás, lembro de uma conversa memorável naquele "retiro"(ou no do ano seguinte, não lembro, agora) que talvez tenha sido o ínício de tudo.
Começamos a conversar sobre sei lá o quê no fim da tarde e nos estendemos noite adentro quando nos demos conta de que todos já tinham ido dormir. Havia uma turma de corajosos combatentes de muriçocas dormindo na varanda e eu estava "confortavelmente" alojado na Caravan do presb. Pedro. Já era tarde e embora ainda tivéssemos muito assunto, já havíamos passado da hora. Pedi à Bia que gentilmente fechasse a porta da mala da Caravan, mas havia uma mola que "batia" a porta automaticamente quando levemente puxada e "bam"! O barulho assustou todo mundo da varanda, a Bia desatou a rir e D. Cecília (mãe da Bia) acordou. A cena que ela viu: A Bia chorando (de rir), eu preso na Caravan pelo lado de dentro, com cara de assustado (é a cara que eu faço quando rio) e todo mundo levantando assustado com o barulho. Não sei o que eles pensaram, mas lembro-me bem que nossa conversa rendeu uma boa bronca de D. Cecília, que não era de dar bronca, na Bia. Até hoje não sei o que ela pensou. Deve ter imaginado que aquilo podia dar em namoro.
D. Cecília, muito educada, nunca me cobrou nada, embora talvez tenha conversada com a Bia depois. Minha ética sentimental, que não era do conhecimento de ninguém, a não ser de mim mesmo, talvez tenha tenha ficado arranhada perante os olhos de todos. Como levou quase 3 anos para começarmos a namorar, pouca gente deve ter ficado desconfiada de que nossas longas conversas poderiam esconder algo mais. Nossas mães devem ter sido as únicas, pois mãe, em geral vê mais que os próprios filhos.
Mas, o mais importante foi que naqueles "retiros de Caraguatatuba" encontrei uma companheira de conversas que me enriquecem há 26 anos. Só Deus sabe quantas conversas ainda teremos daqui até a eternidade, que passaremos juntos, certamente, conversando sobre mistérios que só lá descobriremos conversando...
Peninha é um apelido antigo. Fazendo as contas, ele passou a fazer parte de minha história por volta de 1974. Pois é, o Brasil perdeu a copa do mundo e eu ganhei meu apelido. Foi numa roda de amigos, onde cada um tinha que ter um apelido prá entrar. Uma espécie de ritual de iniciação. Alguém fez uma gozação com o personagem de histórias em quadrinhos trapalhão e desastrado, primo do Pato Donald, sobrinho do Tio Patinhas e o apelido pegou, ou não... O apelido que realmente fez sucesso foi o do meu irmão mais novo "o cyborg".
Isso sim é que era apelido legal. Era um seriado de televisão com o Lee Majors que fazia muito sucesso: O homem de seis milhões de dolares! E meu irmão imitava o Lee Majors correndo em câmera lenta com musiquinha e tudo.
O apelido dele não durou muito, mas o meu tinha um certo charme.
Ah! foi também o ano de meu primeiro namoro e primeiro beijo. Foi a primeira vez que senti meu coração bater daquele jeito, mas essa história fica prá outro post.
Quando mudei de casa, de bairro, de namorada e de cidade, o apelido me acompanhou. Na verdade eu tinha um certo carinho por ele. Virou meu segundo nome, um espécie de alter-ego. E como as meninas gostavam!
Convém dizer que ganhei o apelido com 11 anos de idade e aos 14 já trabalhava numa livraria como "faz-tudo" ou "serviços gerais", como estava em minha Carteira Profissional. Esta função incluia, principalmente, varrer o chão e carregar caixas de livros e cadernos. Foi aí que minha cultura de Almanaque começou...
"Esse Peninha deixa tudo limpinho" ouvi, certa ocasião meu chefe dizer. Em outra, ele me chamou e realizou meu sonho: trabalhar como balconista e vendedor de livros. "Peninha" tornou-se então um bom marketing pois eu ganhava por comissão. "Peninha" passou a ser uma marca, uma logomarca e eu nem me dava conta de que estava fazendo Merchandising. Era bom que as pessoas lembrassem meu nome e, embora Peninha, não fosse bem um nome, era fácil de lembrar e fazia as pessoas rirem ( o que era bom para as vendas) e, é claro, as meninas gostavam... ( o que era muito bom pro restante...)
Mesmo quando surgiu um cantor com mesmo apelido e as pessoas achavam que meu apelido era em homenagem ao cantor, eu explicava pacientemente: Não é o cantor não, é o do gibi.
Dois grandes momentos de meu apelido e do personagem da Disney (Fethry Duck - Ah seu eu soubesse o nome em inglês naquela época!) foi quando ele ganhou seu primeiro almanaque e se transformou no Morcego Vermelho. Aí, meu alter-ego, passou a ter um alter-ego! Não e demais?
Mas, prá encurtar a história, a cada mudança de ambiente: do trabalho prá escola, da escola para o grupo de teatro, do grupo de teatro para o movimento secundarista, do movimento secundarista para a igreja, da igreja para o seminário, o "Peninha" sempre me acompanhou. Deu uma pausa quando fui ordenado Pastor e fui para Araraquara (isso mesmo, eu sou pastor!). Mas retornou quando voltei prá Sorocaba, onde tudo começou. Nesta época (1991). Não era mais Marketing, nem estratégia de conquista entre as meninas. (Casei-me como Evaldo mesmo, sem precisar do Peninha). O apelido se tornou uma herança da adolescência...
Uma destas heranças que a gente guarda como uma lembrança boa no coração.
Quanto ao Almanaque, bom, isto é assunto para outro post.