Caravana às terras Bíblicas: Ásia menor, hoje: Turquia



Escrito por Peninha às 16h20
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Ressaca, lama e lágrimas: à procura de um sorriso...

 

Bombeiros após resgate  Hoje é sabado, amanhã é domingo, a lama veio em ondas como o mar... (Vinícius de Moraes revisitado)

Tragédias como as que aconteceram no Rio de Janeiro e Niterói nestes meses de Janeiro (ilha Grande e Angra dos Reis) e abril (Rio e Niterói) produzem muito mais do que lama, escombros e sujeira. Revelam o que há de melhor e o que há de pior nas pessoas e na sociedade. Situações extremas trazem à tona o que guardamos no limite de nossas almas...

Especialmente esta semana dolorida (5 a 9 de abril) foi marcada por tristezas, angústias, pânico, revolta, preconceito e algumas alegrias de quem perdeu muito e muitos, mas salvou-se alguém, descobriu irmãos até entre desconhecidos. Precisamos urgentemente de mais sorrisos e alegrias (até por uma questão de equilíbrio).

As chuvas caíram mais violentas, embora na época certa, lembrando "águas de março, fechando o verão", só que em abril. Por isso o dia da mentira, 1º de abril, foi adiado para depois da chuvas. Estamos agora à procura da " esperança de vida em meu coração", como profetizou o Tom.

Junto com a lama e o lixo deslizante do morro do Bumba, na Rua Viçoso Jardim, próximo ao morro do céu (seria irônico, se não fosse trágico), descobriram muito lixo e lama debaixo do tapete de uma ocupação irregular urbanizada pela PREFEITURA, vascularizada de água pelo CEDAE, eletrificada pela AMPLA e provavelmente explodida pelo gás metano, entretecido no interior da terra, responsável pelo efeito estufa e, quem sabe, pela chuvas torrenciais. Nem ele aguentou: explodiu!

O dinheiro mais recente da prevenção de enchentes do ministério "sei lá o quê" foi quase todo para o Estado onde o ministro é candidato a governador, talvez por isso, lá tenha chovido tão pouco e só deu as caras depois do TCU auditar, a Imprensa gritar e o presidente reclamar... da Imprensa. Se viesse prá cá seria aplicado onde não há enchente, talvez no espelho d'agua do MAC. A imprensa prestou um relevante serviço público, mostrando a dor das pessoas em closes que provocaram lágrimas e deram muito ibope. Os especialistas foram chamados para apresentar explicações, e falar das soluções que muitos propuseram em teses de doutorado e dissertações de mestrado, estudos de caso, que nunca foram lidas, a não ser pelas bancas examinadoras. Pena que ninguém leu, mesmo os protocolados na burocracia estatal.

Descobri que há muito mais especialistas que soluções e que os acadêmicos, como eu estou tentando ser, quase sempre estão aprisionados em torres de marfim guardados por dragões burocráticos e barreiras e obstáculos dignos de videogame intrasponíveis. Quando o prefeito da cidade do outro lado da Baía mandou ficar em casa, os moradores de cá, obedeceram e ficaram. Só que suas casas tornaram-se o menos seguro dos lugares...

E no meio da lama surgiram os verdadeiros heróis, mais parecidos com "Shrek", do que com o "Encantado".

Vivem nos pântanos, alimentam-se de coisas nojentas, mas, quando necessário, saem em busca de amigos soterrados, casas despencadas e gente sem teto. Se você assistiu a animação da Disney vai lembrar que enquanto o Ogro foi buscar ajuda junto às autoridades para abrigar os personagens de conto de fadas desapropriados de suas histórias, o candidato a príncipe  olhava-se no espelho procurando sua Princesa, que legitimaria a sua coroação. O governante, ou prefeito, ou governador, ou presidente chamava-se Farquad: um nanico prepotente e auto-promotor, com verbas milionárias para propaganda Institucional. Os Shreks, os bombeiros e alguns burros de carga anônimos e simpáticos escavavam a terra, resgatavam dramaticamente, choravam seus mortos e os dos outros... Alguns saiam para ajudar o vizinho e quando olhavam prá trás percebiam que perderam casa, família, tudo... Outros, até a esperança.

O pior foi a irritante busca de culpados!

Como diria Drummond:

O poeta municipal
discute com o poeta estadual
qual deles é capaz de bater o poeta federal.
Enquanto isso o poeta federal
tira ouro do nariz.

As autoridades colocaram a culpa nas vítimas, quem mandou morar no lixão? Outros na chuva, no mar que represou as enchentes, nos céus, em Deus, já que suas costas são as mais largas do universo. A Imprensa, consciência da nação, colocou a culpa nos governantes e se esqueceram que se esqueceram de relembrar todas as tragédias sem solução do passado e as promessas não cumpridas de sempre, quando ainda dava tempo de salvar algumas vidas. O arquivo fabuloso de fatos  que eles armazenam dão bons documentários e só serão reabertos na próxima tragédia. Boris Casoy foi dos poucos que reconheceu que não são só os políticos e a maioria silenciosa se esquecem, mas "nós também da Imprensa".

Quem não esquece é quem perdeu tudo e terá que procurar outro morro quando os abrigos provisórios forem fechados dentro de alguns dias. Quem perdeu pai, mãe, irmão, filho, sobrinho e nem tem foto ou mapa da arcada dentária para retirar seus queridos do IML. Esses não vão esquecer nunca! Falando em IML, precisava de identidade ou fotografia ou radiografia de arcada dentária prá identificar corpos. E miserável lá tem dente? Que dirá dentista com radiografia "bite-wing"!.

No meio de tudo isto as igrejas e crentes, de todas as crenças, mobilizaram-se: Algumas, em geral as mais pobres, abriram seus templos para abrigar os desabrigados. Cozinheiros e fiéis tornaram-se voluntários cheios de vontade. Muitos, como eu,  descobriram quanta roupa, sapato e cobertores guardam em casa sem usar, esperando que a traça e a ferrugem corroam. Lembramo-nos daquele fogão usado no quartinho dos fundos que ainda consegue fritar ovo. Descobrimos que as pessoas precisam de papel higiênico, as criançcas precisam de fraldas, os dentes que sobraram precisam de pasta e escova e que todos precisam de água limpa para se lavar e beber. Outras igrejas descobrem que só tem teologia para a prosperidade e gente bem sucedida, mas não prá desgraça. Alguns pastores ganharam assunto para mais algumas semanas de pregação...

Quem se envolveu ou foi envolvido descobriu que as pessoas precisam de abraços, lágrimas e sorrisos.

Outro efeito colateral é o medo, o pânico e a histeria. Por exemplo; Uma manifestação pacífica de ex-moradores do Morro de Estado foi o pretexto prá gente sem limites (dizem que foram só dois meliantes)  quebrar vitrine de loja. Um furto, que virou saque, que virou arrastão no boca a boca. Este pequeno abalo cívico gerou uma onda de pânico e boatos por todas as mídias e redes, virtuais ou não, que em poucos minutos viraram um arrastão maior que um tsunami. Em meia hora, do Rio de Janeiro, li e ouvi que o " Arrastão"  começou em Alcântara, varrendo Fonseca, Centro, Ingá, Icaraí, Cubango, Largo da Batalha e Uruguaiana no centro do Rio (Quem conhece a região sabe o tamanho do estrago) com a velocidade do twitter e dos SMS's. Nunca as redes sociais funcionaram tão rápido: Foi um "Flash-Mob" às avessas. Fiz um pequeno resumo de tudo o que ouvi e li na internet, nas rádios e das pessoas que conversei em um post de desabafo chamado "Anatomia de um Arrastão" neste mesmo blog. Depois de me angustiar pela minha mulher, amiga e amigos pegos no meio de um tsunami de boatos capaz de fechar lojas e provocar correrias e sustos de verdade, tentei rir de tudo, mas acho que foi um riso histérico pós-traumático. Deus sabe como eu precisava de uma risada naquela hora...

Apesar de tudo isso, o mar dava um espetáculo de ondas que me lembrou o Salmo 96:11-13:


Dizei entre as nações: Reina o SENHOR. Ele firmou o mundo para que não se abale e julga os povos com eqüidade. 11 Alegrem-se os céus, e a terra exulte; ruja o mar e a sua plenitude. 12 Folgue o campo e tudo o que nele há; regozijem-se todas as árvores do bosque, 13 na presença do SENHOR, porque vem, vem julgar a terra; julgará o mundo com justiça e os povos, consoante a sua fidelidade.

Não vejo a hora...

 

 



Escrito por Peninha às 07h24
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Anatomia de um Arrastão (Conforme eu entendi)

Agora eu entendi.
Segundo um amigo que chegou de São Gonçalo uma parte do arrastão começou em Alcântara e veio se alastrando pela Alameda Boaventura com a velocidade de um tsunami (Conforme a atendente do hungry Tiger da Alameda onde parei para comprar pão). Dali, conforme e-mail recebido às 17h30 em meu smartphone e as notícias da Band News eles se dirigiram de moto pela Jansen de Melo, saqueando o Guanabara e roubando vários veículos pelo caminho (conforme populares ouvidos pela Band News). Na altura da Conceição o grupo se dividiu em dois e um deles desceu pela Conceição ou Amaral Peixoto para encontrar-se com os esfomeados do Morro do Estado que já haviam fechado o Shopping Plaza e barbarizado todo o Centro de Niterói e dali se dirigiram para o Ingá ( Segundo a amiga da antendente supra-citada, por celular) O outro grupo continuou pela Roberto Silveira e aterrorizou Icaraí começando pela Gavião Peixoto, indo até a Mariz e Barros (segundo os twiits que li era um grupo de 12 homens fortemente armados.) E conforme estes mesmos twiits, uma horda revoltada saiu de Ititioca e rumou em direção ao largo da Batalha (conforme as notícias do uol e JBonline) Eles atacaram Pendotiba na altura do Shopping Plaza do centro da cidade (Isto é que é logística!). Desceram pela estrada da Cachoeira que ficou interdiditada (Tá certo assim, pois ela ficou duplamente interditada)) encontrando-se com o grupo de Icaraí e do Ingá e todos devem ter rumado para as barcas e atravessado a Bahia de Guanabara em direção ao Centro do Rio, pois segundo um amigo (pastor) que passou por ali minutos antes eles também aterrorizaram a Uruguaiana armados de pedaços de pau, enquanto duas motos rumavam para a Barra da Tijuca para explodir 2 carros na Av. das Américas... Foi por isso que o Chefe do batalhão de Polícia de Niterói, quando mobilizou suas tropas, não encontrou ninguém e declarou solenemente que tudo foi um boato.
Alguém me ajuda a fazer um Infográfico para explicar melhor?



Escrito por Peninha às 21h20
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3 beijos que mudaram minha vida! O primeiro...

O primeiro beijo é uma experiência tão marcante que só pode acontecer uma vez! 

Mesmo que outros beijos se tornem memoráveis e marcantes, o primeiro é único, irrepetível e nunca mais vai ser esquecido.

Não pode ser forçado, mas pode ser roubado. Porém, mesmo roubado, tem que ser consentido. 

De todas as emoções daquele momento, a que vai durar mais tempo é a emoção que não se pode descrever... Por isso nem vou tentar. Ou vou?

Bem. É um quê de estremecimento e da aventura. O desafio de aproximar-se tanto de alguém que lhe dava frios na barriga nos últimos tempos e que pouco antes era um alienígena de quem você fugia ou enfrentava em disputas intermináveis do tipo, quem é melhor?  Menino ou menina?

É  esta a indescrítivel emoção que procuramos em cada beijo de nossa história e só se satisfará quando se encontrarem os nossos lábios com os lábios de quem se quer viver junto o resto da sua vida... 

Na verdade, creio que o primeiro beijo é parte de um processo muito maior, com 3 momentos sequenciados no tempo, como um bom sermão presbiteriano.

Primeiro a expectação:

Como será beijar? Perguntamos. Aí treinamos com o travesseiro, com as costas da mão, com o espelho (quem nunca tentou que atire a primeira pedra). Buscamos sabedoria nas conversas com os mais "experientes" e ouvimos dicas ridículas que nunca aproveitaremos. Depois descobrimos que sabemos muito mais que eles. Tudo isto é a expectativa do primeiro beijo! São dias, semanas ou meses que duram milênios...

Em minha época, aos doze anos, não tínhamos um nome para esta condição de quem nunca beijou. Hoje os meninos e meninas têm uma sigla para estes candidatos ao ósculo (será que puseram este nome horrível só prá desestimular os mais jovens?). Eles os chamam de BV (Boca virgem) e embora os mais velhos fiquem horrorizados, não deixa de ser bem bolado! Não consigo pensar em descrição melhor...

Depois: O beijo em si. Ah! O beijo... O BEIJO...! 

Pode ser um selinho, um beijo normal ou de língua, que os antigos chamavam de "beijo francês".O meu primeiro foi deste último, o francês. Não pela minha expertise, não.  Ela é que sabia das coisas... Ela não era BV não, muito menos BVL!

E pronto. Este sempre será "o momento"! Daqueles de voltar andando em nuvens dizendo de si para si: beijei! A vontade quase incontrolável de sair gritando pela rua... O problema é que o pai dela poderia ouvir... 

E aquela sensação de flutuar, o coração batendo tão forte que parece que vai sair pela boca, e eu que nem sabia que aquilo se chamava taquicardia... 

Mas o melhor é aquela emoção indescritível, que não consegui descrever, mas que você provavelmente sabe... Passaremos os próximos anos da vida tentando repetí-la. Alguns, coitados, talvez se desesperem pelo caminho.

Enfim, a impressão indelével e o desejo de repetir. O engraçado é que mesmo que se beije novamente a mesma pessoa, a sensação já não é a mesma! O primeiro é único e derradeiro. Como já disse,  passaremos boa parte da vida a procurá-lo novamente, queremos, de novo, a sensação indescritível do primeiro beijo. Cada lábio, cada olhar, cada encontro ou namoro talvez seja a busca de algo que não sabemos definir, mas sabemos o que é: já o sentimos em algum sonho do passado.

 Até que o encontramos de novo e descobrimos que a emoção indescrítivel que falta em todos os beijos inúteis que trocamos só pode ser repetida quando amamos alguém de verdade.

Será que o primeiro beijo é a antecipação do derradeiro amor? Talvez por isso, este primeiro tenha mudado a minha vida. Deixei a infância das fantasias e expectativas e comecei a adolescência (talvez precocemente) construindo o caminho para o beijo que mudaria meu coração prá sempre...

Só que antes de falar deste, preciso falar do "beijo que eu não dei"  no próximo post...

3 beijos que mudaram a minha vida: O beijo que eu não dei ou a noite em que o beijo foi proibido. Aguarde.



Escrito por Peninha às 22h47
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Está triste?



Escrito por Peninha às 11h35
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Relacionamentos fracionados: Analogias in-exatas em física, química e matemática.

Lidar com os próprios sentimentos requer maturidade. Uma pessoa madura, na verdade, não controla os próprios sentimentos reprimindo-os ou negando-os. sentimentos fracionadosA maturidade está em não reprimir os sentimentos e emoções, mas em direcioná-los, digeri-los, processá-los e expressá-los ou guardá-los, mediados pela razão, intuição e vontade. Você precisa ter o controle sobre a sua vida interior: isto é domínio próprio.

Somos o equilíbrio destas forças internas: emoção, vontade, intuição e razão. Se não houver equilíbrio, somos desequilibrados.

A maturidade consiste em trabalhar com todas estas forças internas de tal forma que elas se tornem em vasos comunicantes. Sabe aquele negócio que você aprendeu em física que mesmo que se encha ou se esvazie um dos vasos, eles sempre estarão em equilíbrio, pois estes vasos se intercomunicam e se equilibram? Pois é, assim devem se intercomunicar em nosso interior estas quatro dimensões vitais. 

Ao lidar com os sentimentos, precisamos aprender a acolhê-los, senti-los e processá-los numa dinâmica na qual possamos aprender, reagir, digerir e depurar. Então, deixar fluir.

Sentimentos represados são a fonte de nossas frustrações, rixas e maldades. É um tesouro maldito, que escondemos em nosso interior e que nos contamina, influenciando todas as nossas ações.

A química destas forças vitais: emoção-sentimento, vontade, razão e intuição só se equaciona quando o “eu” está no comando, obedecendo voluntariamente a Deus.

Sentimentos não processados tiveram sua origem, mas não atingiram seu fim, ou melhor, sua finalidade. Por isso são sentimentos fracionados.

Nossa vontade cortada ao invés de processada, transforma-se em vontade dividida, partida, dizimada.

Uma racionalidade confusa transforma-se em esquizofrenia (do grego σχιζοφρενία; σχίζειν, "dividir"; e φρήν, "phren", "phrenés", no antigo grego, parte do corpo identificada por fazer a ligação entre o corpo e a alma). Pessoas assim não pessoas inteiras, são pessoas fracionadas e imaturas!

O que acontece quando duas pessoas se encontram e se relacionam, quer seja  amizade, namoro ou casamento?

 Se são pessoas inteiras e maduras, na amizade e no namoro se somam (1+1=2). No casamento se multiplicam (1x1= 1). Jesus nos lembra que a os dois se tornam uma só carne! De qualquer maneira, o relacionamento entre pessoas maduras e inteiras potencializa o encontro e as realizações.

Quando pessoas imaturas ou fracionadas se relacionam, o encontro se fraciona e, invariavelmente, o resultado final é menor e mais pobre ou complicado do que cada ser fracionado sozinho. Analogicamente, meias-pessoas quando amigas, subtraem-se uma a outra e não raro, se anulam ( 1/2 – 1/2 = 0). Quando namoram ou casam multiplicam-se fracionariamente (1/2 x 1/2 = 1/4 ).

Por isso, pessoas imaturas ou fracionadas fazem de seus relacionamentos algo muito pior do que estar sozinho. suas vidas se fracionam, se racionam (a soma das porções para cada um é sempre menor que o todo). Relacionamentos imaturos transformam-se em dízimas periódicas…

Quando Deus está no centro, ele é o catalisador de reações transformadoras do ser. Os elementos estão ali: sentimentos e emoções, percepções e intuições, racionalidades e vontades. Deus nos ajuda a processá-los e equacioná-los. Tornam-se reagentes que, na proporção exata, mudam sua natureza íntima, transformam-se em novos elementos.

Esta é a função do catalisador: é um elemento na reação química que cria condições, potencializa ou faz acontecer, sem se modificar na reação. Todos os elementos se transformam, menos o catalisador que sai da reação química sem ter mudado a sua natureza interior, assim Deus é!

Deus é o grande inteiro. É o grande "atrator" cósmico. A causa não causada. O catalisador. A unidade que transforma seres fracionados em seres inteiros.

Transforma relacionamentos fracionados e destruidores em relacionamentos “integrais e diferenciais”.

Os matemáticos, físicos e químicos que me perdoem, mas não resisti à tentação de usar ciências exatas de uma forma in-exata apenas para dizer que, na minha opinião, pessoas inteiras relacionam-se de forma integral enquanto que "pessoas pela metade" ou fracionadas, relacionam-se de forma fracionada, pela metade.



Escrito por Peninha às 01h37
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Dia da Angústia



Escrito por userID: 95673111822firstName: Evaldo às 19h48
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Conversas com Bia 2 – Jornada na Maré ou viajando na maionese da Linha Amarela.

Entrada do Complexo da Maré



Foi um domingo diferente. Ao invés de nos dirigirmos para a Catedral Presbiteriana do Rio tomamos o rumo da Barra da Tijuca e fomos à organização da Igreja das Américas. A Bia estava light, isto é, mesmo eu errando a entrada da Linha amarela e tendo que entrar na entrada de Ramos e voltar pela linha vermelha, passando duas vezes pela mesma entrada sem conseguir decifrar a incrível malha viária da Avenida Brasil, ela não surtou! A Bia detesta a Av. Brasil!


Neste trajeto de 45,4 km conversamos. O primeiro assunto foi light como o estado de ânimo da Bia: O incrível trânsito do Rio e seus incríveis motoristas, mas sobre isto falo em outro post.


Nossa discussão girava em torno do fenômeno dos blogs e twitters e facebooks, fotoblogs e orkuts que pululam na internet. Incluí na lista também os ?reality show?s. Logo a conversa ficou mais séria, cabeça. Considerávamos a possibilidade de eu editar um blog e os temas que eu gostaria de tratar nele. A possibilidade de escrever um blog ?redesperta? em mim um escritor enrustido, que ainda dorme, roncando desbragadamente em minha alma. Filosoficamente ponderei que escrever um blog é uma auto-exposição invasiva de intimidades privadas. Uma espécie de ?Big Brother? intelectual... Bia, de modo light, discordou veementemente. Contra-argumentei.


É incrível como a internet e a TV transformaram-se numa vitrine para auto-exposição. Talvez você se pergunte o que uma coisa tem a ver com a outra, mas a Bia e eu concordamos (não sem pouca discussão) que esta proliferação de sites de relacionamentos, blogs e páginas pessoais têm origem numa necessidade intrínseca do ser humano em relacionar-se. Esta necessidade o leva a se expor pelos meios e mídias que tem ao seu alcance. E a Internet está cada vez mais ao alcance.


A internet (e um pouco a TV) é o paraíso da virtualidade. Não somos realmente pessoa na internet ou na TV, tornamo-nos personagens de uma ?second life?. Talvez como compensação pela pobreza nos relacionamentos significativos que vivemos na pós-modernidade, a internet tornou-se um refúgio para solitários e idealistas que querem se comunicar (para pedófilos, tarados, voyers e exibicionistas também, infelizmente).


Eu explico: O jornalista que tem uma pauta a seguir e nem sempre pode dizer tudo o que pensa no veículo midiático em que trabalha tem a liberdade de expor suas opiniões no blog que publica. O escritor não publicado exercita sua verve literária e se expõe na internet para potenciais milhões de leitores possíveis. A menina que se acha bonita (e talvez o seja) coloca suas fotos no Orkut, expõe suas fantasias em sites de namoro e chats. Web-cam`s há por toda a rede também!


Qual a diferença daquele que concorre à oportunidade de se expor em um ?reality show? onde suas belezas naturais ou turbinadas serão mostradas em todos os ângulos possíveis e em alta definição do LCD? Bia não concordou que sejam iguais, pois, expor-se em um ?reality show?, não é o mesmo que se expor em um blog.


?É verdade, é muito mais chic!? retruquei.


Como eu estava inspirado naquele dia (talvez pela adrenalina de passar pelo Complexo da Maré procurando uma saída para a linha vermelha ou amarela, sei lá) obliterei que era o mesmo processo de escrever um livro ou artigo ou até uma dissertação de mestrado ou tese de doutorado: Uma manifestação de nosso desejo de fazer diferença no mundo: explicitar-se, expor-se, manifestar-se.


Meu argumento é que podem ser níveis diferentes de exposição que variam desde a conveniência à inconveniência, do bom gosto ao péssimo gosto, da irrelevância total à mais genial relevância; mas que no fundo, no fundo, mas bem no fundo mesmo são todas formas de exposição. Cheguei a citar Drummond de Andrade:


Não, meu coração não é maior que o mundo.
É muito menor.
Nele não cabem nem as minhas dores.
Por isso gosto tanto de me contar.
Por isso me dispo,
por isso me grito,
por isso freqüento os jornais, me exponho cruamente nas livrarias:
preciso de todos.


Mundo Grande - Carlos Drummond de Andrade


Fazer poesia para ele é ?despir-se, expor-se cruamente nas livrarias?.


Quando vejo uma destas celebridades de Andy Warhol tentando prolongar seus 15 minutos de fama através de uma exposição ?sensual? ou alguma extravagância autopromotora, fico me perguntando que tipo de exposição é mais desnudante: do corpo, das idéias, das opiniões ou da alma?


Quando tinha 13 anos comecei a escrever poesia, pois alguma coisa dentro de mim queria se explicar. Aos 14, comecei a aprender violão, pois sonhava em compor músicas para minhas poesias. Aos 15 uni-me a um grupo de teatro e me apresentei em palco várias vezes, pois o teatro é a forma mais nobre de arte (acreditava nisso na época). Aos 16 botei uma roupa de hippie e sentava na praça fazendo artesanato... Dou graças a Deus que na minha época não tinham inventado ainda o Big Brother pós-moderno. (O Big Brother original, o moderno, era um tirano aterrorizante criado por George Orwell no livro ?1984?). Será que não me tornei um ?global? pela sorte de ter nascido muito antes dos ?reality show?s? Quem nunca sentiu o desejo de aparecer que atire a primeira pedra.


Acho que nesta altura eu exagerei.


Bia mudou de assunto e juntos, bolamos uma classificação dos motoristas cariocas conforme o adesivo colado em seus carros...(ainda vou escrever sobre isto)


Acho que nossas elucubrações foram longe de mais ou talvez ela tenha ficado com medo de me ver no próximo Big Brother Brasil. Eu por mim, não me importaria em assisti-la no próximo Brazil?s next top model.



Curiosidade

Curiosidade

Se quiser ter uma idéia do percurso onde ocorreu esta conversa, vá para o Google map e se você tiver o google earth, você poderá fingir que está em um helicóptero nos acompanhando no trajeto. basta clicar no link abaixo e a mágica virtual acontece. Não é bacana?

Exibir mapa ampliado



Escrito por userID: 95673111822firstName: Evaldo às 21h42
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Estou aprendendo a dirigir na Cidade Maravilhosa

O tipo comum: Carros populares com motor flex, 1.000, trio elétrico (ar, vidro, trava, direção) e insulfim

 

 

Os pit-boys e garotas descoladas: Carro esporte, utilitários turbinados (saveiros, pampas, etc..) ou Off-roads.

 

Operação lei seca



Escrito por Peninha às 02h09
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Conversas com a Bia 1


Eu e Bia conversamos muito! É bom estar casado com alguém com quem se consegue conversar. Foi assim muito antes até de pensarmos em sermos namorados e séculos antes de pensarmos em casar!

Nos conhecemos num princípio de noite em janeiro de 1983, quando os jovens da Igreja Filadélfia de Araraquara foram para um passeio na praia de Caraguatatuba, litoral norte de São Paulo. Eu fui convidado pelo pastor da Igreja, aliás pai da Bia e meu professor de Filosofia, para participar do "Acampamento" como seminarista e preletor.

Convém aqui um esclarecimento. Para os participantes daquele "retiro" aquilo era apenas um passeio na praia com amigos da mesma igreja. "Acampamento" ou "Retiro Espiritual" não era bem o que eles tinham em mente. Isso é coisa da cabeça de pastor e seminarista. Devem ter se surpreendido com a novidade de que um seminarista iria participar do evento. Fui para o "retiro" com uma porção de palestras, achando que falaria pela manhã aos jovens, que teríamos momentos de louvor e cânticos, e todo o estereoótipo eclesiástico com o qual estava acostumado. O que encontrei foi um grupo de amigos, que alugou uma casa na praia para curtir o que no interior é muito dificil de conseguir: uma praia! Ninguém me falou nada, nem me tratou mal, mas estava deslocado naquele ambiente descontraído de "casadepraiaalugadaporgrupodeamigosdointerior"

Os cariocas não sabem o que é viver longe da praia! Ir à praia para o carioca ou algum feliz morador de uma cidade litorânea é como fazer um passeio ao Shopping. Já para quem mora no interior, bem, é uma excursão, um evento, que só pode acontecer uma vez por ano, ou nem isso! Exige esforço, preparo, deslocamentos e parafernálias que vão desde roupa apropriada (bermudas, maiôs, etc)  até baldes de areia e pazinhas para se construir castelos. É um sonho acalentado durante um ano inteiro. Não se inclui no kit um seminarista para fazer palestras na praia. Nada mais inapropriado!  

Quando cheguei, a Bia e os seus amigos estavam na expectativa de que tipo de alienígena o pastor (pai da Bia) havia enviado para estragar a tão acalentada viagem da férias da tchurma! Eu era o alienígena.

Tentei fazer uma ou outra palestra, organizar um período de louvor, mas não havia piano na casa alugada para a Bia tocar os hinos do Hinário Evangélico, nem partitura (ela não tocava nem os corinhos dos Vencedores por Cristo) e para piorar a situação ninguém lembrou (graças a Deus!) de levar um violão no qual eu tocaria as duas únicas canções que eu sabia! Foi um fiasco ou quem sabe tenha sido o fracasso da liturgia eclesiástica que tenha sido o segredo do sucesso! Na falta de palestras e momentos organizados de culto público e solene tivemos que conversar. Foi aí que eu descobri duas coisas: Amizade e bate papo são ótimos para fazer amigos e discipulado (Jesus que o diga) e a alegria de conversar com a Bia.

Não que eu só conversasse com ela, pelo contrário, foi ali que conheci e me tornei amigo de pessoas que fizeram diferença em minha vida.  Nem havia segundas intenções em nossa conversas, pois não estavamos interessados um no outro como possíveis namorados. Eu vinha de um relacionamento recém terminado e estava em um outro namoro recém começado. Tinha a firme convicção de que, como seminarista, não deveria misturar as coisas e me envolver emocionalmente com alguém de uma igreja com a qual estava prestes a começar a trabalhar. Havia elaborado um ética sentimental rígida quanto a relacionamentos em meu local de trabalho: a Igreja.

Se bem que estávamos na praia...

Mas mesmo assim, ela não estava interessada e nem eu, por enquanto. Levou cerca de 3 anos para descobririmos que nossas conversas, cartas (não havia e-mails naquela época, ainda bem) e telefonemas escondiam algo mais que nem nós sabíamos ainda.

Bem, comecei este post para contar de alguns assuntos que andei conversando com ela nestes últimos dias, mas não resisti à tentação de contar como tudo começou! Conto das conversas recentes em outro post, mas prá terminar esta reminiscência de 26 anos atrás, lembro de uma conversa memorável naquele "retiro"(ou no do ano seguinte, não lembro, agora) que talvez tenha sido o ínício de tudo.

Começamos a conversar sobre sei lá o quê no fim da tarde e nos estendemos noite adentro quando nos demos conta de que todos já tinham ido dormir. Havia uma turma de corajosos combatentes de muriçocas dormindo na varanda e eu estava "confortavelmente" alojado na Caravan do presb. Pedro. Já era tarde e embora ainda tivéssemos muito assunto, já havíamos passado da hora. Pedi à Bia que gentilmente fechasse a porta da mala da Caravan, mas havia uma mola que "batia" a porta automaticamente quando levemente puxada e "bam"! O barulho assustou todo mundo da varanda, a Bia desatou a rir e D. Cecília (mãe da Bia) acordou. A cena que ela viu: A Bia chorando (de rir), eu preso na Caravan pelo lado de dentro, com cara de assustado (é a cara que eu faço quando rio) e todo mundo levantando assustado com o barulho. Não sei o que eles pensaram, mas lembro-me bem que nossa conversa rendeu uma boa bronca de D. Cecília, que não era de dar bronca, na Bia. Até hoje não sei o que ela pensou. Deve ter imaginado que aquilo podia dar em namoro.

D. Cecília, muito educada, nunca me cobrou nada, embora talvez tenha conversada com a Bia depois. Minha ética sentimental, que não era do conhecimento de ninguém, a não ser de mim mesmo, talvez tenha tenha ficado arranhada perante os olhos de todos. Como levou quase 3 anos para começarmos a namorar, pouca gente deve ter ficado desconfiada de que nossas longas conversas poderiam esconder algo mais. Nossas mães devem ter sido as únicas, pois mãe, em geral vê mais que os próprios filhos.

Mas, o mais importante foi que naqueles "retiros de Caraguatatuba" encontrei uma companheira de conversas que me enriquecem há 26 anos. Só Deus sabe quantas conversas ainda teremos daqui até a eternidade, que passaremos juntos, certamente, conversando sobre mistérios que só lá descobriremos conversando...

É isso aí...



Escrito por Peninha às 16h32
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Como desenhar o Gastão e o Peninha?

Tentei, mas ainda não aprendi.



Escrito por Peninha às 01h08
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Por quê Peninha?

Deixe-me pensarPeninha é um apelido antigo. Fazendo as contas, ele passou a fazer parte de minha história por volta de 1974. Pois é, o Brasil perdeu a copa do mundo e eu ganhei meu apelido. Foi numa roda de amigos, onde cada um tinha que ter um apelido prá entrar. Uma espécie de ritual de iniciação. Alguém fez uma gozação com o personagem de histórias em quadrinhos trapalhão e desastrado, primo do Pato Donald, sobrinho do Tio Patinhas e o apelido pegou, ou não... O apelido que realmente fez sucesso foi o do meu irmão mais novo "o cyborg".

Isso sim é que era apelido legal. Era um seriado de televisão com o Lee Majors que fazia muito sucesso: O homem de seis milhões de dolares! E meu irmão imitava o Lee Majors correndo em câmera lenta com musiquinha e tudo.

O apelido dele não durou muito, mas o meu tinha um certo charme.

Ah! foi também o ano de meu primeiro namoro e primeiro beijo.Embaraçado Foi a primeira vez que senti meu coração bater daquele jeito, mas essa história fica prá outro post.

Quando mudei de casa, de bairro, de namorada e de cidade, o apelido me acompanhou. Na verdade eu tinha um certo carinho por ele. Virou meu segundo nome, um espécie de alter-ego. E como as meninas gostavam!

Convém dizer que ganhei o apelido com 11 anos de idade e aos 14 já trabalhava numa livraria como "faz-tudo" ou "serviços gerais", como estava em minha Carteira Profissional. Esta função incluia, principalmente, varrer o chão e carregar caixas de livros e cadernos. Foi aí que minha cultura de Almanaque começou...

"Esse Peninha deixa tudo limpinho" ouvi, certa ocasião meu chefe dizer. Em outra, ele me chamou e realizou meu sonho: trabalhar como balconista e vendedor de livros. "Peninha" tornou-se então um bom marketing pois eu ganhava por comissão. "Peninha" passou a ser uma marca, uma logomarca e eu nem me dava conta de que estava fazendo Merchandising.  Era bom que as pessoas lembrassem meu nome e, embora Peninha, não fosse bem um nome, era fácil de lembrar e fazia as pessoas rirem ( o que era bom para as vendas) e, é claro, as meninas gostavam...Inocente ( o que era muito bom pro restante...)

Mesmo quando surgiu um cantor com mesmo apelido e as pessoas achavam que meu apelido era em homenagem ao cantor, eu explicava pacientemente: Não é o cantor não, é o do gibi.

Dois grandes momentos de meu apelido e do personagem da Disney (Fethry Duck - Ah seu eu soubesse o nome em inglês naquela época!) foi quando ele ganhou seu primeiro almanaque e se transformou no Morcego Vermelho. Aí, meu alter-ego, passou a ter um alter-ego! Não e demais?

Mas, prá encurtar a história, a cada mudança de ambiente: do trabalho prá escola, da escola para o grupo de teatro, do grupo de teatro para o movimento secundarista, do movimento secundarista para a igreja, da igreja para o seminário, o "Peninha" sempre me acompanhou. Deu uma pausa quando fui ordenado Pastor e fui para Araraquara (isso mesmo, eu sou pastor!). Mas retornou quando voltei prá Sorocaba, onde tudo começou. Nesta época (1991). Não era mais Marketing, nem estratégia de conquista entre as meninas. (Casei-me como Evaldo mesmo, sem precisar do Peninha). O apelido se tornou uma herança da adolescência...

Uma destas heranças que a gente guarda como uma lembrança boa no coração.

Quanto ao Almanaque, bom, isto é assunto para outro post.

Até lá



Escrito por Peninha às 00h39
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